Emendas dos fios e cabos elétricos: IFC/COBRECOM dá dicas importantes para fazer esse trabalho com qualidade e segurança

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A empresa lembra que essa tarefa, apesar de parecer fácil, deve ser realizada com muita atenção e com as ferramentas adequadas. Caso contrário, as emendas mal feitas comprometerão a segurança da instalação elétrica

 

São Paulo, 3 de fevereiro de 2021 – Para fazer uma instalação elétrica segura e confiável não basta apenas ter condutores elétricos e outros materiais de qualidade comprovada. Na hora de executar qualquer tarefa é fundamental ter atenção e as ferramentas adequadas.
Um dos trabalhos mais importantes durante a execução da instalação elétrica é a realização
das emendas dos fios e cabos elétricos.
Apesar de ser um serviço comum para qualquer bom profissional do segmento, a tarefa não deve ser feita de qualquer jeito, pois as emendas mal feitas costumam resultar em sérios problemas para a instalação elétrica.
“Esse trabalho nunca deve ser feito por amadores. As emendas que não são feitas
corretamente causam perdas de energia e o consequente aquecimento no circuito elétrico que geram aumento na conta de luz. Além disso, o aquecimento ocasionado nas emendas poderá evoluir para um curto-circuito na instalação e até mesmo um incêndio”, alerta o professor e engenheiro eletricista Hilton Moreno, que também é Consultor Técnico da IFC/COBRECOM, que é especializada na produção de fios e cabos elétricos de baixa tensão.
O profissional ainda explica que as emendas nos fios e cabos elétricos de baixa tensão podem ser feitas da maneira tradicional (com a conexão direta dos condutores e o revestimento com fita isolante) ou com a utilização de conectores pré-isolados.
“A emenda com o uso de fita isolante é um método mais artesanal e o resultado depende muito da habilidade do eletricista, ou seja, para ser segura tem que ser bem feita. Já a opção pelo uso dos conectores pré-isolados torna esse trabalho mais fácil e prático, é menos dependente da habilidade do eletricista e ganha muito em qualidade e segurança, além de reduzir o tempo para a realização do serviço”, garante Moreno.

Principais cuidados
Independentemente do tipo de emenda que será realizada nos condutores elétricos é preciso, em primeiro lugar, desligar a chave geral ou, no mínimo, desligar o circuito específico no qual será feito o serviço.
Também é fundamental contar com as ferramentas adequadas para a tarefa e materiais como conectores e fitas isolantes de qualidade e que atendam as normas técnicas que regem os produtos e a instalação elétrica.
“Devido à falta de certificação compulsória do Inmetro para os materiais comumente utilizados em emendas, na hora de comprar fita isolante ou conectores, dê a preferência para marcas reconhecidas no mercado”, aconselha Moreno.
Nunca utilize materiais como esparadrapo, durex ou fita crepe para emendar os fios e cabos elétricos, pois eles não são fabricados para essa finalidade e comprometem demais a
segurança da instalação elétrica.

Entre as ferramentas usadas para esse trabalho estão o alicate decapador universal, alicate de corte e equipamentos de proteção individual (EPIs) como luvas e óculos de proteção.
O estilete nunca deve ser usado para desencapar condutores elétricos, pois é uma ferramenta flexível e frágil para trabalhos desse tipo. Além disso, pode causar acidentes pessoais com mais facilidade e causar danos ao fio ou cabo, principalmente cortes acidentais na isolação do produto.

Emendas tradicionais
São as feitas com fita isolante. Nesse caso, o eletricista deve ter atenção redobrada na hora de fazer as emendas para que os condutores fiquem bem presos um ao outro.
“Uma das formas de se fazer essas emendas é descascar as pontas dos dois condutores em
mais ou menos 5 cm cada um. Com um alicate o eletricista segura a ponta de um cabo e com outro ele torce os condutores até que a emenda fique bem firme. Em seguida deve-se passar, no mínimo, três camadas de fita isolante de forma que os fios fiquem completamente isolados”, explica o consultor técnico da IFC/COBRECOM.
Nas instalações elétricas em baixa tensão podem ser usadas tanto as fitas isolantes de
borracha (alta fusão) ou as plásticas, sendo as últimas mais usualmente empregadas.
“Para que as emendas sejam bem feitas, é preciso que a fita isolante seja corretamente
aplicada e que não haja mau contato entre os fios, o que gera aquecimento e perdas de
energia e também podem originar fugas de correntes que originam choques elétricos e curtos-circuitos”, afirma Moreno.

Emenda do tipo prolongamento
É usada para aumentar o comprimento dos fios e cabos elétricos em determinado circuito.
Normalmente, essa emenda é feita com condutores de mesma seção nominal.

Emenda do tipo derivação
É usada quando houver a necessidade de se criar ramais de alimentação de uma linha já
existente, independentemente de os fios e cabos elétricos serem ou não de uma mesma seção nominal.
“Nesse caso, para que a emenda fique mais firme, deve-se desencapar cerca de 5 cm do
condutor principal e aproximadamente 10 cm do fio ou cabo derivado”, recomenda Moreno.

Emendas com conectores
É um método mais prático para realizar emendas de fios e cabos elétricos. Nesse caso, basta apenas remover a isolação (e cobertura, se existir) e encaixar os condutores no conector seguindo as recomendações do fornecedor.
Por serem pré-fabricados, esses conectores reduzem os riscos de erros nas emendas e ainda permitem mais rapidez na realização desse tipo de serviço.
Atualmente no mercado nacional, como exemplo destas conexões em baixa tensão de
condutores 450/750 V, podem ser encontrados tanto o conector de torção como o conector a mola.

Segundo Hilton Moreno, ambos garantem qualidade para esse tipo de trabalho desde que
sejam escolhidos os de marcas reconhecidas e que atendam as normas técnicas.